A Piruesca recomenda

Não esqueçam de retirar a maquiagem antes de dormir e desmascarar rostos fingidos.
Experimentem começar por si mesmas.

sábado, 17 de outubro de 2009

Desconexões

Sabe, antes eu ficava preocupada sobre o fato que eu tinha q saber muito. Sobre tudo. Aprofundado. A respeito de qualquer assunto que seja. Afinal, a qualquer momento eu poderia me deparar com alguma situação em que isso fosse necessário. Tradução: A qualquer momento, eu poderia tropeçar numa das pedras do meu caminho e querer que ela não largue o meu pé. Agora sem metáforas: meus conhecimentos gerais seriam úteis na abordagem de um potencial candidato a “X da questão”. Até que um bom papo com alguém provou que isso é importante, mas não motivo de neura, tipo: “Eu tenho que ser inteligente/ Tenho que ser/ Tenho que/ Tenho!

A conversa tida me fez pensar que toda aquela obsessão em ser mil e uma coisas (a fim de atrair, claro) era apenas o reflexo da típica auto-estima declinante. Refleti a respeito de minhas posições - meio conservadoras, confesso. Isso porque o papo simplesmente fluiu. Sobretudo pelos meus esforços em realizar freqüentes perguntas (responsáveis por não deixar o diálogo morrer) e a minha confiança se colocado num patamar mais elevado. Essa estratégia funciona bem, mesmo porque eu não tenho a sorte de me encontrar com caras com quem eu possa por em prática o que absorvo com empenho (se ás vezes penso que tive a sorte, percebo a não reciprocidade na intenção – o que é super broxante, por sinal haha – aí eu logo desencano, ou seria desencanto?). Logo, não é necessário ser a Mônica do Eduardo (Renato Russo), que sabia coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar.
Enfim, tudo poderia terminar bem com essa tática infalível, pois, visto que as pessoas adoram quem esteja interessado nelas – e eu aparento (na maioria das vezes realmente estou) o almejado “percebam-me” (lê-se interesse); o resultado é: os seres simpatizam por mim. E eu gosto disso. ^^

Só há uma coisa que me incomoda: como o capitalismo chegou ao ponto de conseguir monopolizar até mesmo a comunicação?! =O Em outras palavras, as pessoas estão tão preocupadas em falar de si próprias que se esquecem de fazer perguntinhas pra mim também =/ E, como eu sou uma pessoa, eu gosto de falar de mim, mesmo porque o interlocutor precisa conhecer o quão sou interessante (e modesta, claro haha).

Bastaria repetir as mesmas perguntas q eu fiz! (olhe q eu adoro originalidade! – pra ver como anda the situation) É um saco isso, sério. A ponto de me fazer ter nostalgia de uma pessoa que soube fazer isso muito bem. Quando a gente se conheceu, horas voaram em velocidade supersônica, o diálogo, a princípio, contou com as surpresas de identificação e seguiu para assuntos artísticos-culturais-informacionais. Simplesmente não existiu quem dominasse a mensagem (essa extinção de propriedade me soa tão socialista), os dois falavam -e ouviam- numa sincronia típica de uma sinfonia, um admirando a própria imagem e semelhança no outro: “Poxa, que difícil encontrar alguém que também goste disso”. Não há nada mais sedutor que um diálogo bem encaixado. Ponto.
Anhbsdhagsdkahsdkj xô, devaneios!

Preocupação besta a minha do começo, a maior parte dos homens (não disse todos) é tão prepotente que sequer se importa com o que a garota tem a oferecer de conteúdo. Pelo contrário, quanto mais submissa, melhor. Assim, eles podem ter seus egos massageados e permanecerem confortáveis. Em suas mãos, o “controle” da situação.
Claro, os mais encantadores confirmam preferência por “mulheres de atitude”. Pode ser.

Resta a pergunta:
Até onde essa “atitude” vai? Aonde ela termina?

O Ministério da saúde mental adverte: acontecimentos revoltantes podem causar textos emocionados ou desracionalizados.

Ao persistirem os sintomas, durma. Já são 4 da manhã e você vai acordar daqui a algumas horas.

8 comentários:

  1. Meu Deus.... revoltou-se. Mas gostei da explicação sobre o capitalismo.

    Capitalismo ---> Individualismo ---> Propaganda Pessoal intensa ---> A vida se torna um jogo ---> os verdadeiros valores perdem lugar para palavras e ações premeditadfas que nem sempre condizem com a realidade.

    ResponderExcluir
  2. Bela interpretação^^

    Luiz, vc não tem noção
    do quão seus comentários
    importantes são.

    A mera existência deles já é uma ajuda.
    Significa que minhas ideias não são "sem comentários" haha

    ResponderExcluir
  3. Um dia eu ainda escrevo uma frase bonitinha pra você.
    Invejo sua facilidade de escrever o q pensa.
    As palavras saem e levam um pouco de você.

    Até os comentários são estilosos.
    kkkk...

    ResponderExcluir
  4. Nesse post vc passou por Litaratura, Psicologia, Música, Sociologia...
    É, parece que essa sua obsessão por saber alguma coisa sobre tudo já veio parar aqui xD

    ResponderExcluir
  5. hahahhaha eu nem tinha percebido isso
    é a convicência c vc q anda me deixando nerd =*

    ResponderExcluir
  6. ''como eu sou uma pessoa, eu gosto de falar de mim, mesmo porque o interlocutor precisa conhecer o quão sou interessante (e modesta, claro haha).''
    Adorei!! kkkkk
    e qualquer dia desse eu poderia ser o interlocutor né?! kkkkkkkk
    parabéns.

    ResponderExcluir
  7. Um assunto puxa outro não? Mas não se preocupe... Querer saber tudo de tudo é algo de que todas nós com bom-senso sofremos... E a propaganda pessoal, bem...Vc é de leão... :D hahahahaha

    ResponderExcluir
  8. Bom, depois de quase 2 (dois) anos, esse texto merece um comentário afinal estou sem fazer nada no estágio mesmo( e mesmo que tivesse mereceia haha) . Cada vez mais mais impressiono com a sua forma de se expressar e a interdisciplinaridade que aplica. É, acho que você já sabe de tudo um pouco, ou seria de um pouco um tudo? haha :P

    ResponderExcluir