Hoje tudo tá manhoso
Dia amanheceu chuvoso
Mas eu tenho que sair...
Hoje eu tô toda prosa
Menina acordou fogosa
Mas eu tenho que sair!
Até queria te dar corda
Mas con-versa desaprova
“Tenho que ir”
Como sempre
Desinibida
Paraleleio indecente pára-choque
Lógico
Tão logo passa o tempo
Lento passo na cidade
Surge essa analogia
Analógica
Essa gente de cortume
Tem um triste d’um costume
De sobriedade.
Por que eu nessa energia
Devo ceder à mono-tonia?
Chique choque
Pra mim é contraste!
Pra outra é contramão...
É bem melhor ao contrário
Curtir a estação,
Será possível nesse cenário
A mulher vir reclamar
Que no inverno
Me verão?
Feito pro único anjo de cabeça quente, ruivinha
Feito pro único anjo de cabeça quente, ruivinha


